Confronto – Cinthia Marcelle

Pessoal, esse vídeo dialoga bem com a nossa disciplina! Olha que exemplo mais bacana de uma intervenção urbana. Levanta muitas questões e suscita outras mais discussões!

 

Mapeamento de problemas públicos via celular

Aplicativo mapeia soluções para problemas públicos 25/06/12

O Instituto Tellus apresenta hoje o Inspire, um aplicativo gratuito para celulares e tablets que permite o mapeamento de soluções encontradas para problemas públicos nas cidades. Vale um projeto que ajude na mobilidade urbana, um sistema de compartilhamento de carona, um site que mostre horários de funcionamento dos postos de saúde ou qualquer iniciativa que seja capaz de inspirar ações de gestores públicos para criar novos serviços para os cidadãos ou melhorar os que já existem.

Funciona assim: a pessoa que cruzar com uma boa ideia na rua, numa escola, numa praça, num hospital ou em qualquer outro lugar, se cadastra no aplicativo, tira uma foto e faz uma pequena descrição do que encontrou, preenchendo os dados de um formulário, e envia para o Tellus. São quatro as categorias possíveis para catálogo – educação, saúde, cidades e meio ambiente. O caso inspirador ficará registrado e geolocalizado no app e qualquer usuário poderá comentar, curtir e compartilhar nas redes sociais. O aplicativo, que só poderá ser baixado em agosto, é financiado pelo Banco Mundial por meio do Youth Innovation Fund.

RETIRADO DE: http://porvir.org/porcriar/aplicativo-mapeia-solucoes-para-problemas-publicos/20120625

Proposta para o trabalho final

Grupo: Ana Paula Castro, Larissa Flores, Marcos Caldas, Samara Edmundo

Objeto: Radar Desocupa, mapa interativo do Movimento Desocupa Salvador

Abordagem/Metodologia: Nosso trabalho visa analisar o Movimento Desocupa à luz dos textos apresentados ao longo da disciplina. O movimento surgiu em janeiro de 2012 como resposta às mudanças na Lei Orgânica de Uso e Ordenamento de Solo (LOUOS) em Salvador. Um dos instrumentos usados pelo movimento é o mapa interativo Radar Desocupa, cujo objetivo, segundo os criadores, é “dar visibilidade aos processos de ocupação irregular de espaços públicos e áreas de proteção ambiental, evidenciando ao mesmo tempo os esforços da sociedade civil em resistir a estes processos hegemônicos de substituição do interesse público pelo interesse privado em todas as esferas da gestão municipal”. O movimento e o mapa geram uma discussão interessante sobre a cidade e sobre a ocupação dos lugares de Salvador. Cabe salientar que o mapa tem produção descentralizada e oferece a possibilidade de uma representação mais aberta dos lugares. Por meio dele,as pessoas podem contar e compartilhar o que está acontecendo em seu bairro e conhecer outras ações nos outros bairros da capital bahiana. Nosso objetivo é analisar como o mapa e o próprio movimento revelam uma sobreposição entre o digital e o físico na cidade de Salvador e investigar como essa relação acontece.

Proposta para trabalho final

Universidade Federal de Minas Gerais

Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas

Departamento de Comunicação Social

Comunicação, cultura urbana e cultura contemporânea

Alunos: Augusta Deluca, Filipe Staino, Leandro Alves, Marcos Cerqueira, Yolanda Assunção

Proposta para o trabalho final.

Como proposta para a realização do trabalho final da disciplina, pretendemos analisar como ocorre a relação do mundo online com o mundo offline. Para representar o mundo “online”, o grupo selecionou um blog que busca documentar o cotidiano dos artesãos que expõem na Praça Sete, localizada no centro de BH.  “A beleza da Margem, à Margem da Beleza” retrata as manifestações, práticas e os sentimentos desse grupo de pessoas que são conhecidas como hippies pela maioria dos indivíduos que transitam pela região da praça.

Com a realização da pesquisa, pretendemos mostrar a relação entre o blog e o cotidiano desses artesãos. Ou seja, queremos observar se o site proporciona uma certa visibilidade para essas pessoas no que tange ao seu trabalho. Além disso, pretendemos verificar também como se dá o relacionamento dos “hippies” com as pessoas que trabalham ou simplesmente transitam pela região da Praça Sete.

Para análise entraremos em contato direto com os “hippies” e seu local de trabalho e realizaremos entrevistas com Rafael Lage, o autor do blog, e os artesãos da praça, de modo a entender como eles próprios se relacionam com o blog e veem a influência deste em seu trabalho.

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Hibridismos e sobreposições da Fachada Digital do Espaço TIM UFMG do Conhecimento com o entorno da Praça da Liberdade

Grupo:  Aryanne Araújo, Manuel, Manuel Marçal, Pollyana Teixeira

Objeto: Fachada digital do Espaço TIM UFMG do Conhecimento

Proposta para reflexão: Como se dá o entrecruzamento entre a fachada digital e seu público, os quais poderão ser aqueles que realizam atividades físicas na praça, pessoas de passagem à pé, motoristas, passageiros de ônibus (toda a relação que constrói a cidade localizada na Praça da Liberdade). Qual a relação da arquitetura digitalizada com as relações comunicacionais no local? Quais as possíveis reflexões sobre a relação físico e digital na cidade? As fachadas digitais como um todo estão se multiplicando pelas cidades contemporâneas e inauguram uma nova relação comunicacional ainda pouco entendida sobre suas reais dimensões e abrangência de enunciação de discursos, exposições artísticas e variadas peças de comunicação. Além disso, suas relações com o espaço físico, no caso a fachada arquitetônica de um prédio de maneira constante como acontece na fachada do Espaço do Conhecimento, é inédito para Belo Horizonte e localiza-se em um dos pontos principais de circulação e cultura da cidade.

Investigações:

  • Quais os usos comuns que o Espaço do Conhecimento faz da Fachada?
  • Quais as estratégias de comunicação utilizadas pela empresa?
  • Quais projetos já ocorreram?
  • Quais as possíveis formas e as propostas já realizadas de interação com a fachada e o público?
  • Quais as possíveis relações estabelecidas? Quais os possíveis usos para os transeuntes?
  • Quais possíveis impactos no entorno da Praça da Liberdade?
  • Refletir essas questões a partir da exibição atual da Fachada Digital do Espaço do Conhecimento, Exquisite Clock, além da próxima exibição do Trânsito de Vênus.

Acesso:

  • Conversas com a equipe de comunicação do Espaço TIM UFMG do Conhecimento
  • Acesso a imagens e relatórios da empresa
  • Leitura complementar com artigos da revista Urban Screens Reader #5
  • Utilização dos textos da 3ª unidade da disciplina para reflexão da relação entre o digital e o físico da cidade contemporânea entre outras relações.

Bibliografia:

DUARTE, F.; DE MARCHI, P. “Fantasmagorias, vitrines, infiltrações: ensaio sobre as tecnologias e a cidade.”

FIRMINO, Rodrigo. DUARTE, Fábio. “Cidade infiltrada, espaço ampliado: as tecnologias de informação e comunicação e as representações das especialidades contemporâneas”. Arquitextos (São Paulo), v. 096, 2008. Disponível em: http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/08.096/3408

RHEINGOLD, H. “From the screen to the streets”. In: Jon Lebkowsky; Mitch Ratcliffe Org) Extreme Democracy. 2005. Disponível em: http://extremedemocracy.com/chapters/Chapter%20Seven-Rheingold.pdf

URBAN SCREEN. Institute of Network Cultures, Amsterdam 2009.

Proposta de Trabalho Final

Como proposta para o artigo, lançaremos nosso olhar para a Marcha das Vadias, buscando perceber de que maneira ela se constrói e se manifesta tanto no meio digital como no físico, espaços que parecem convergir e se imbricar para a sua conformação.

Trataremos, especificamente, da Marcha das Vadias de Belo Horizonte, da qual participamos no dia 26 de maio. Através desta vivência, foi possível perceber a dinâmica do movimento e o engajamento dos sujeitos no meio físico. Paralelamente, nos voltaremos também para o blog Slut Walk BH e para a comunidade (fan page) Marcha das Vadias Belo Horizonte no Facebook, espaços de articulação do evento, de convite para a participação e de diálogo sobre as causas do movimento.

Buscaremos compreender como a marcha se dá nesses dois âmbitos, no espaço das ruas, da cidade e, também, no meio digital. Num primeiro momento, buscaremos entender quais sentidos envolvem realizar uma marcha, que tipos de relações com o espaço público, ruas e praças, por exemplo, elas estabelecem e quais são as especificidades e contextos de suas manifestações atuais, buscando localizar a Marcha das Vadias nesse pequeno histórico.

Em um segundo movimento, apresentaremos teorias e conceitos-chave sobre a relação entre as novas tecnologias de comunicação e a cultura, localizando-os entre duas linhas de pensamento conflitantes sobre o assunto – entre os que creem em uma revolução digital e os céticos com relação aos potenciais de mudança. Tentaremos perceber como a Marcha das Vadias se conforma nesse espaço e que características dessa sua configuração digital são sobressalentes. Como referenciais teóricos, utilizaremos a bibliografia indicada para a disciplina, sobretudo a apresentada nas Unidade II e III.

Por fim, buscaremos visualizar que relações esses dois espaços – digital e físico – estabelecem com os momentos de construção e realização da Marcha, confrontando-as com noções de hibridismo entre a web e contextos locais e atualizando, assim, as noções existentes em torno da prática das marchas.

Interseções – Filosofia e Cidade

O PET_ Filosofia, da Fafich, está organizando o Interseções – Filosofia e Cidade, que terá três mesas bacanas:

29/05 – ARTE E INTERVENÇÃO URBANA
Renata Cabral e Igor Leal (Coletivo Paisagens Urbanas)
Paulo Rocha (Filosofia – UFMG e Coletivo [conjunto vazio])

30/05 – LITERATURA E COTIDIANO
Romero Freitas (Filosofia – UFOP)
Roberto Said (Letras – UFMG)

31/05 – URBANISMO E POLÍTICA SOCIAL
Ana Paula Baltazar (Arquitetura – UFMG)
Ana Lúcia Modesto (Sociologia/Antropologia – UFMG)

14:00
Auditório Baesse – FAFICH/UFMG

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Cartografias líquidas- A cidade como escrita ou a escrita da cidade

autora: Priscila Arantes

aluna: Izabela Evangelista

A autora inicia seu artigo recorrendo ao estudioso Walter Benjamim para resalter que longe de enxergar a história da arte apenas como a história dos conceitos estéticos, o filosofo acentua a importância dos meios e técnicas que permitem colocar esses conceitos em voga. De acordo com  Benjamim, as técnicas desencadeiam percepções e processos cognitivos que são, muitas vezes os motores das transformações estéticas.

Agregado e este conceito de acordo com o autor Vattimo a presença massiva dos meios de comunicação na sociedade levaria a uma erosão do princípio de realidade e a uma explosão da estética para fora dos limites que lhes eram estabelecidos pela tradição. Nessa estetização o que está implícito no pensamento do autor é a importância do fenômeno estético para se pensar as questões mais gerais da realidade social.

A autora vai então a partir desses dois princípios de que 1) a técnica determina os preceitos perceptivos e 2) as questões estéticas estão atreladas às discussões mais gerais da sociedade, para então discutir as metamorfoses da percepção no contexto da contemporaneidade.

Priscila Arantes então se pergunta: “se for certo que existe uma intrínseca relação entre estética, meios técnicos e sociedade, quais os formatos perceptivos engendrados a partir do advento da cibercultura e como as discussões espaço-temporais refletem, o momento do capitalismo informacional do nosso tempo?”

A autora passa nesse trabalho pela hipótese de que as novas tecnologias midiáticas instauram uma estética do fluxo. Fluxo é a qualidade , ato ou efeito de fluir . (diz respeito ao movimento de um líquido e também à substância que facilita a fusão de outras). Zygmunt Bauman (2001) utiliza os termos liquidez e fluidez para descrever a cultura do nosso tempo.

Segundo essa visão: “os valores morais enfraquecem em sua coerência, as instituições tornam-se cada vez mais “leves”, cada vez menos comprometidas com acordos de longa duração, as relações afetivas fogem a contatos duradouros, as verdades deixam de ser inquestionáveis. Nesse mundo-contrariamente ao pensamento moderno em que a razão dominava soberana e as verdades eram sólidas como as certezas sobre as coisas- situamo-nos dentro da lógica da indeterminação, da não perenidade, daquilo que é volátil e efêmero, incerto, instável e passageiro.”

“A sociedade do nosso tempo é marcada pelos fluxos de informações e inovações tecnológicas.  Mais que meros recursos técnicos, as tecnologias da informação vêm provocando alterações profundas no mundo do trabalho, da economia, na área da cultura, na área social, no aparelho perceptivo, ou seja, na forma de nos relacionarmos com o tempo e o espaço.”

A autora Priscila Arantes contrapõem então o espeço renascentista que era homogêneo, mensurável, centrado no sujeito e na visualidade ao espaço contemporâneo que instaura noções como a da ubiquidade inerente a uma lógica de fluxos de informação. “O espaço contemporâneo parece ter se esfarelado trocando sua fixidez e imobilidade por um espaço em fluxo, que coloca na conexão, na mobilidade e no sujeito em trânsito seu eixo fundamental. ” Essa mudança ocasiona várias consequências na arte como por exmplo:

  • A prática dos deslocamentos às desterritorializações.
  • Crítica ao cubo branco e ao sistema da arte.
  • A ruptura com os espaços expositivos tradicionais como museus e galerias de arte.
  • Práticas de intervenção urbana
  • Performances
  • Produções artísticas em rede
  • Experimentações em arte móvel

Para Priscila Arantes neste artigo “o que interessa é menos realizar um estudo histórico sobre o conceito de espaço na arte, mas verificar como o discurso de um espaço móvel, em fluxo, interfacetado que prevê a conexão, a mobilidade e a comutação entre espaço físico e espaço de comunicação, é revelador de determinados preceitos de cultura “líquida” e “fluida” do nosso tempo.”

A fixidez do espaço no renascimento

A perspectiva central técnica empregada no século XV pressupõem uma visão racional e sistemática do espaço. A ordem divina das coisas passa a ser substituída por uma ordem racional e científica, e o espaço passa a ser a criação da inteligência do artista geômetra.

Há a utilização da perspectiva. A concepção de espaço no renascimento é reveladora de uma relação profunda com os princípios cartesianos de racionalidade que foram integrados ao projeto do iluminismo (base epistemológica do pensamento moderno). “A cidade ordenada e regular é metáfora do pensamento racional…”

A cidade como escritura

Surgem as figuras dos  dadaístas que  promoviam excursões urbanas por lugares banais. Eles enfocavam a experiência física da errância no espaço urbano. Essa prática se tornou a base de muitos movimentos entre eles o dos Surrealistas. A cidade de Paris no início do século é a metáfora do pensamento surrealista e da crítica à racionalidade cartesiana. “A cidade dos surrealistas não revela um espaço regrado e seguro…não é metáfora das certezas e verdades prometidas pelos ideais da Razão, mas um espaço prenhe de sonhos, desejos, cruzamentos insólitos, imagens dialéticas, ambiguidades e passagens que devem ser decifradas.”

As errâncias surrealistas  e as deambulações pelo espaço urbano irão inspirar a figura do flâner. Criado por Benjamim, ele é o protótipo da disposição ao ócio, ao andar vagabundo, e uma percepção dispersa e distraída.

Investigações poéticas no ambiente urbano

No Brasil a utilização de espaços urbanos como meio expressivo eclode nos anos 1970. Houve uma intensa manifestação de grupos e práticas que reivindicavam autonomia em relação ao espaço confinado da galeria e do museu.

Um exemplo é o artista Artur Barrio que cria a intervenção “Situação” em 1969. A idéia foi depositar em diferentes locais do espeço público, trouxas com material orgânico e inorgânico, como cimento, borracha, carne e tecidos. O cheiro da carne apodrecida e o aspecto do sangue que manchava as superfícies, acabavam por gerar preocupações de ordem ideológica e política relacionadas ao momento da ditadura militar pelo qual passava o país. Colocavam também em debate a deterioração do sistema de arte cuja única permanência fixa parece ser dada pela figura do artista.

Em Avis de Recherche: Julia Margaret Cameron (1988), a ação consistiu em por várias semanas colocar em jornais e outras formas de comunicação, tais como grafites espalhados no espaço urbanode uma cidade no interior da França, notícias sobre o desaparecimento de uma personagem fictícia. O público era convidado a escrever sobre a personagem, ultrapassando a barreira entre o real e o imaginário. Além de criar um circuito coletivo de informação, o projeto instigava a imaginação do público, colocando em cena o fato de que fazemos parte de uma sociedade comunicante.

A escritura urbana das poéticas midiáticas na cultura líquida

Os trabalhos artísticos apesar de suas diferenças põem em discussão pontos fundamentais como: 1) A concepção de um espaço que se constrói a partir de contextos e interlocução sociais; 2) a comutação entre espaços físicos/urbanos e comunicacionais.

Segundo a autora “essas práticas colocam em questão a ideia da cidade como escritura, da cidade pensada como um dispositivo que guarda desejos, memórias e afetos. São experimentações que utilizam as linguagens midiáticas para criar situações de interlocução social, provocando um diálogo do corpo social com o corpo da cidade. São projetos que, de algum modo, enfocam o mundo, evidenciando as lógicas e as estruturas que permeiam a sociedade contemporânea.”

Um exemplo de trabalhos que enfocam essas práticas é o que foi executado pelo artista polonês Krzystof Wodiczko, que se utilizou de dispositivos midiáticos para dar voz a mulheres operárias na cidade de Tijuana, no México. O artista criou um capacete integrado a uma câmera e a um microfone que permitia gravar e transmitir em tempo real, a imagem  da voz da depoente na fachada do centro cultural de Tijuana. Os testemunhos das mulheres ouvidos pelo público, em uma praça pública, discorriam sobre abuso sexual, alcoolismo e violência doméstica.

Conclusão

O que se percebe nesses trabalhos, apesar de suas diferenças, é a construção de uma visão de espaços em movimento, diferentes dos espaços fixos e racionalizantes da cultura renascentista. Esses espaços são fluídos reveladores de meandros da cultura líquida de nossa de nossa época. Uma cultura que põem em questão certezas, visões estáveis e verdades duradouras.

Na cidade atual não existe mais lugar para a certeza e segurança encontradas pelo eu cartesiano. Seus lugares estão prenhes de ambiguidades, passagens, vozes e escrituras de uma cultura em estado de liquefação.            

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Luta híbrida contra o assédio de gênero

“Assovios, comentários sexuais, observações sexistas, bolinações, olhares maliciosos, perseguição, masturbação pública e agressões. A maioria das mulheres (mais de 80% em nível mundial) e colegas LGBQT enfrentarão assédios de gênero nas ruas em algum ponto de suas vidas. O Assédio nas ruas limita a mobilidade dos sujeitos e o acesso a espaços públicos. É uma forma de violência de gênero, uma violação dos direitos humanos. E precisa parar.”

O site Stop Street Harassment é um espaço engajado na luta contra o assédio de gênero nas ruas. Nele encontramos dados, artigos e filmes sobre o assunto, histórias de assédio (e de respeito) nas ruas e ideias sobre como conter essa violência nas comunidades. Ele está voltado justamente para a mudança de determinados comportamentos e atitudes dos sujeitos nos espaços públicos, práticas que tornam esses lugares inseguros para parte da população.

Para serem compartilhadas no blog, as histórias devem ser antes submetidas por meio de um formulário em que há espaço para contá-las, marcar a frequência com que você sofre esse tipo de assédio nas ruas e dar sugestões de como lidar com assediadores ou acabar com essa cultura. Segundo o site, a história enviada é postada no topo do blog e adicionada ao Google Map do Stop Street Harassment. O objetivo é criar conscientização sobre o problema para que ele seja cada vez mais colocado em pauta e discutido.

É possível perceber como o site busca organizar e divulgar informações que facilitem e incentivem uma luta contra os problemas que aponta ou certo ativismo de seu público internauta. Essa luta não é algo que se efetiva no mundo off-line, mas um processo híbrido que depende tanto das mobilizações na rua quanto das discussões e das informações reunidas via web. Localizar as histórias de assédio em um mapa, por exemplo, aponta para um tipo de produção coletiva de informações que possibilita o surgimento de uma comunidade engajada na produção de soluções.

Monitoramento e soluções para o trânsito de Curitiba

Por Bruna Acácio
Eu, uma usuária do transporte público (por opção ideológica e financeira), sempre me identifiquei com o paradoxo da espera do ônibus – tem até vídeo sobre este drama: http://www.youtube.com/watch?v=Ibow_K7fqF0 : quanto mais você espera, menos tem de esperar. Mas saber disso não diminui minha angústia: quanto tempo vou ficar aqui parada neste ponto? Ao que indica, ao menos os moradores de Curitiba terão noção de quanto minutos durará sua espera (só não sei se isso aumenta ou diminui a ansiedade). Com as novas tecnologias e a demanda pela melhora no trânsito (vide obras da Copa!) foi implementado na cidade um novo sistema de monitoreamento do trânsito – além de avisar ao passageiro quanto tempo o seu ônibus demorará, o centro operacional também enviará em tempo real para todos os ônibus da cidade as informações sobre o trânsito no entorno de sua rota , inclusive sugerindo mudanças em caso de acidentes ou congestionamentos.

Este novo sistema está funcionando desde abril e faz parte das obras do PAC para a Copa do Mundo de 2014. Inclusive encontrei a notícia no Portal da Copa: http://www.copa2014.gov.br/pt-br/noticia/curitiba-estreia-centro-de-controle-operacional-de-mobilidade-urbana

Este é um exemplo de como a integração do digital e das novas tecnologias no espaço urbano modificam as formas de comunicação possíveis e a organização do espaço. Como diz Juan Freire em seu texto “Cultura Digital na Cidade Contemporânea”, a diferenciação entre os espaços físicos e virtuais está sendo superada e há um hibridismo que modifica nossa organização territorial . O mundo online e o offline se conectam e impactam o âmbito local e a vida cotidiana: não deixo de estar conectada ao esperar o ônibus. É interessante notar que o que gerou este serviço não foram somente as “evoluções” tecnológicas. Não é atoa que este sistema está sendo implementado para a Copa.Juan Freire aponta um processo de co-evolução complexa entre tecnologia, cultura e demandas sociais e políticas.

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